MULHERES DE DESTAQUE NO BRASIL
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DRA. TATIANA COELHO DE SAMPAIO
Tatiana Lobo Coelho de Sampaio (Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1966) é uma bióloga e professora brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Sampaio recebeu projeção nacional por suas pesquisas acerca da polilaminina, uma molécula que apresentou potencial para reverter lesões medulares e que, no ano de 2026, foi aprovada pela Anvisa para iniciar a etapa de testes clínicos.
A polilaminina foi comparada à fosfoetanolamina devido ao hype promovido por Sampaio em suas entrevistas sobre o composto e à ausência de estudos que comprovem sua eficácia em humanos.
A polilaminina é uma versão da laminina recriada em laboratório. Como resultado das pesquisas de Sampaio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização da fase 1 de estudos clínicos com a substância. Serão avaliadas de 20 a 80 pessoas, com os objetivos de determinar a farmacocinética, a farmacodinâmica, a confiança e a segurança da substância em indivíduos saudáveis, além das estimativas de doses e efeitos.
FERNANDA TORRES
Fernanda Torres construiu uma trajetória que vai além do talento artístico: ela representa a transição da dramaturgia clássica para uma atuação mais contemporânea e autoral. Filha de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, cresceu em um ambiente culturalmente sofisticado, mas consolidou carreira própria, especialmente no teatro e no cinema.
Em 1986, venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por Eu Sei Que Vou Te Amar, tornando-se uma das poucas brasileiras a alcançar esse reconhecimento internacional. Na televisão, equilibrou comédia e drama, mostrando versatilidade rara.
Além de atriz, destacou-se como escritora e cronista. Sua relevância está na capacidade de transitar entre a cultura erudita e a popular, mantendo independência intelectual.
FERNANDA MONTENEGRO
Fernanda Montenegro é uma atriz brasileira reconhecida por muitos como a maior atriz do Brasil, com papéis destacados na televisão, no teatro e no cinema nacional.
Com mais de sete décadas de carreira, Fernanda Montenegro é um dos maiores nomes da cultura brasileira. Formada no teatro, ajudou a consolidar a dramaturgia moderna no Brasil.
Sua atuação em Central do Brasil (1998) lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz — feito histórico para o país. Também recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao BAFTA.
Seu reconhecimento não vem apenas de prêmios, mas da consistência artística e do respeito internacional que ajudou a construir para o cinema brasileiro.
MARIA DA PENHA
Maria da Penha é uma ativista brasileira que atuou para garantir que o seu ex-marido, um homem agressor, fosse punido na justiça por seus crimes. Ela é farmacêutica de formação e se tornou ativista depois de sobreviver a duas tentativas de assassinato por parte de seu ex-marido, que a deixaram paraplégica. Diante da morosidade da Justiça brasileira, levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Ele foi preso por apenas dois anos, mas a atuação de Maria da Penha permitiu que fosse elaborada a Lei Maria da Penha, que estabelece punições para o crime de violência doméstica e feminicídio.
O Brasil foi condenado por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Esse processo pressionou o Congresso a criar, em 2006, a Lei nº 11.340, a Lei Maria da Penha.
Sua importância é jurídica e estrutural: ela transformou uma tragédia pessoal em uma mudança legislativa que redefiniu o combate à violência doméstica no país.
TARSILA DO AMARAL
Tarsila do Amaral é a autora da célebre tela Abaporu, além de muitas outras obras que pertenceram ao Modernismo.
Os trabalhos da pintora são, em geral, divididos em três fases: Pau-Brasil, Antropofágica e Social. Tarsila também fundou, ao lado de Oswald de Andrade (com quem se casou) e Raul Bopp, o Movimento Antropofágico, um divisor de águas na cultura brasileira.
Filha de uma família rica e tradicional, a pintora cresceu em fazendas no interior de São Paulo. Já aos dezesseis anos, foi estudar artes plásticas fora do país, em Barcelona. Regressou para o Brasil, casou-se e teve uma filha. Separou-se e voltou a viver na Europa, onde conheceu artistas, teve uma vida dinâmica e participou das "altas rodas".
Tarsila foi uma mulher à frente do seu tempo: experimentou viver em vários lugares do mundo, pintou como e quando quis, foi uma criatura pensante no universo das artes plásticas e teve namorados e maridos quando lhe apeteceu.
Sua fase Pau-Brasil valorizou cores e paisagens nacionais. Já a fase Antropofágica, inspirada em Abaporu, propôs “devorar” influências estrangeiras para criar algo genuinamente brasileiro. Sua importância está em consolidar uma identidade cultural própria nas artes visuais.
GLORIA MARIA
Glória Maria iniciou a carreira na TV Globo na década de 1970. Foi uma das primeiras repórteres negras em destaque na televisão brasileira.
Ela conquistou o seu espaço na televisão trabalhando pela Rede Globo e fez entrevistas marcantes com grandes personalidades. Enquanto mulher negra, Glória Maria é inspiração para as novas gerações de jornalistas.
Cobriu eventos históricos internacionais e realizou entrevistas com chefes de Estado e celebridades globais. Também apresentou o programa Fantástico.
Sua trajetória rompeu barreiras raciais e ampliou a presença de mulheres negras no jornalismo televisivo.
SARAH KUBITSCHEK
Sarah Kubitschek foi primeira-dama do Brasil entre 1956 e 1961, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Diferente de uma atuação apenas simbólica, ela estruturou um trabalho social permanente e técnico.
Fundou a Fundação das Pioneiras Sociais, voltada à reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente crianças afetadas pela poliomielite. O projeto inovou ao unir atendimento médico, reabilitação e reinserção social com gestão profissionalizada.
Sua iniciativa deu origem à Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, referência até hoje. Por isso, Sarah é reconhecida por transformar a filantropia em política social estruturada e duradoura no Brasil.
SIMONE DE BEAUVOIR
Nota: Embora o texto a inclua na lista de 20 mulheres (provavelmente pela influência global), cabe notar que ela é francesa, não brasileira.
Simone de Beauvoir foi filósofa e escritora francesa, uma das principais representantes do existencialismo ao lado de Jean-Paul Sartre. Tornou-se referência mundial ao analisar liberdade, responsabilidade e a construção social das identidades.
Em 1949, publicou O Segundo Sexo, obra que marcou o feminismo contemporâneo ao defender que a condição feminina é resultado de fatores históricos e culturais, não apenas biológicos. A frase “não se nasce mulher, torna-se” sintetiza sua tese central.
Sua influência ultrapassou a filosofia e impactou movimentos por igualdade de gênero em diversos países, tornando-a uma das pensadoras mais importantes do século XX.
FERNANDA TORRES
Fernanda Torres construiu uma trajetória que vai além do talento artístico: ela representa a transição da dramaturgia clássica para uma atuação mais contemporânea e autoral. Filha de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, cresceu em um ambiente culturalmente sofisticado, mas consolidou carreira própria, especialmente no teatro e no cinema.
Em 1986, venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por Eu Sei Que Vou Te Amar, tornando-se uma das poucas brasileiras a alcançar esse reconhecimento internacional. Na televisão, equilibrou comédia e drama, mostrando versatilidade rara.
Além de atriz, destacou-se como escritora e cronista. Sua relevância está na capacidade de transitar entre a cultura erudita e a popular, mantendo independência intelectual.
PRISCYLA LAHAM
Priscyla Laham é presidente da Microsoft Brasil desde janeiro de 2025. São mais de 25 anos dedicados às indústrias de tecnologia, eletrônicos de consumo e serviços on-line.
Sua prioridade na Microsoft Brasil é ajudar a impulsionar a transformação digital do país, colocando a tecnologia como aliada do crescimento econômico e inclusivo e ampliando a inovação nos negócios por meio da inteligência artificial (IA) e das plataformas em nuvem, ao mesmo tempo que empodera os indivíduos, as empresas e a sociedade.
A história da executiva na Microsoft começou a ser escrita em 2000 e conta com duas passagens: a primeira até 2015 e a segunda iniciada em 2017. Ao longo de sua trajetória na companhia, ocupou diferentes cargos no Brasil, nos Estados Unidos e na Argentina.
Antes de seu retorno como vice-presidente de vendas para o setor de consumo e líder do comitê de diversidade e inclusão na Microsoft Brasil, foi diretora de vendas na Meta.
CLARICE LISPECTOR
Essa brasileira fenomenal era, na verdade, ucraniana. Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, e veio para o Brasil com menos de um ano.
Clarice cursou Direito, trabalhou como redatora e foi, antes de tudo, uma apaixonada pela escrita. Autora de romances, contos e crônicas, Clarice é um dos maiores nomes da literatura brasileira de todos os tempos. Muito premiada em vida, seu nome era conhecido já entre os seus contemporâneos.
Ainda jovem, a escritora casou-se com Maury Gurgel Valente, um colega de turma que virou diplomata e, rapidamente, ela se tornou uma cidadã do mundo, vivendo em uma série de países. Com ele teve dois filhos, mas acabou por se separar. Após o divórcio, continuou escrevendo para jornais, além dos livros literários que publicava regularmente.
Clarice revolucionou a literatura brasileira com uma narrativa introspectiva e linguagem inovadora.
NISE DA SILVEIRA
Essa incrível médica psiquiatra revolucionou a maneira como se realizam os tratamentos de saúde mental no Brasil. Nascida em Alagoas em 1905, Nise formou-se em Medicina em 1926, um feito para uma mulher naquela época.
Formou-se em Psiquiatria e passou a trabalhar no Hospital da Praia Vermelha. Mas foi no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, que realizou seu trabalho mais importante.
Lá, ela conseguiu tratar pacientes através da arteterapia, da interação com animais e do acolhimento, o que foi possível com muita luta contra os métodos violentos e desumanos então recorrentes.
Nise faleceu em 1999, aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Seu legado é a humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil.
IRMÃ DULCE
Beatificada em 2010 pelo Papa Bento XVI, Irmã Dulce chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Nascida na Bahia, filha de um dentista e professor, a menina batizada de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes demonstrou vocação religiosa desde muito cedo.
Quando ainda era adolescente, já ajudava os mais necessitados, voltando o seu olhar para os mendigos e doentes. Aos 13 anos, tentou entrar para o convento de Santa Clara, mas acabou por ser rejeitada por ser muito nova. Em 1934, aos vinte anos, tornou-se freira e recebeu o nome de Irmã Dulce em homenagem à própria mãe (Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes).
Irmã Dulce atuou em escolas, participou da criação de um albergue para doentes e procurou amparar os mais pobres.
Em outubro de 2010, o Vaticano reconheceu um milagre atribuído à freira: ela teria curado uma mulher desenganada após o parto. É símbolo de dedicação integral à assistência social e à saúde dos mais vulneráveis.
MALALA YOUSAFZAI
Nota: Assim como Simone de Beauvoir, Malala é uma personalidade internacional (paquistanesa) incluída na lista.
A paquistanesa Malala Yousafzai é uma das mulheres que vêm chamando a atenção de boa parte do mundo para os direitos das crianças, principalmente das crianças do sexo feminino.
Ela defendeu que as meninas pudessem frequentar escolas em seu país. Por isso, Malala foi perseguida e sofreu um atentado em 2012, quando voltava da escola em um ônibus.
Depois de meses em tratamento, Malala se recuperou e fundou o Malala Fund, fundação que arrecada verbas para destinar à educação de meninas em todo o mundo.
Em 2014, aos 17 anos, foi homenageada com o Prêmio Nobel da Paz, sendo a mais jovem pessoa a receber a honraria.
BERTHA LUTZ
Bertha Lutz foi uma ativista feminista, educadora, diplomata e política brasileira que ficou marcada como uma das grandes defensoras do movimento sufragista no Brasil. Bióloga, liderou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
Ela teve uma longa carreira como pesquisadora, chegando a trabalhar na Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter sido a segunda mulher na história brasileira a assumir um cargo político. Foi fundamental para a conquista do voto feminino no Brasil em 1932.
Também participou da elaboração da Carta da ONU, defendendo a igualdade de direitos.
LUANA OZEMELA
Doutora em Economia e professora pesquisadora de gênero e políticas públicas na Universidade Hamad Bin Khalifa, vinculada à Fundação do Qatar, atua na interseção entre desenvolvimento econômico, equidade de gênero e formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
É diretora de relações com doadores da PEGF, na Nigéria, com foco em iniciativas de saúde pública e fortalecimento institucional. Também integrou o quadro do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington, D.C., onde trabalhou com projetos voltados ao crescimento inclusivo e à redução de desigualdades.
Ao longo da carreira, Luana colaborou com dezenas de governos, doadores, investidores e organizações da sociedade civil nos Estados Unidos, América Latina, África e Oriente Médio, articulando soluções técnicas e estratégias de financiamento para políticas públicas sustentáveis.
GEYZE DINIZ
Geyze Diniz é economista e atualmente integra conselhos estratégicos voltados ao impacto econômico e à transformação social. É conselheira da Península Participações, do Instituto Península, do Conselho Social da FIESP e do Fundo Estímulo, fundo de impacto que já fortaleceu milhares de micro e pequenos empreendedores em todo o país.
É cofundadora e presidente do Conselho do Pacto Contra a Fome, iniciativa dedicada a desenvolver soluções estruturantes e duradouras para erradicar a fome e reduzir o desperdício de alimentos, promovendo a articulação entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público.
Sua trajetória é pautada pela convergência entre liderança, investimento social estratégico e propósito, com foco na construção de um Brasil mais equitativo, inclusivo e sustentável.
MAGDA CHAMBRIARD
Magda Maria de Regina Chambriard é engenheira civil e atual presidente da Petrobras. Sua trajetória é marcada por uma forte atuação técnica no setor de óleo e gás e por posições estratégicas na regulação e gestão energética do país.
Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1979. Ao longo da carreira, especializou-se no setor petrolífero, concluindo pós-graduação em Engenharia de Reservatórios e Avaliação de Formações (1980) e em Engenharia de Reservatórios e Produção (1983) pela Universidade Corporativa da Petrobras, além de pós-graduação em Engenharia Química pela COPPE/UFRJ em 1989.
Antes de assumir a presidência da Petrobras, foi diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 2012 e 2016. À frente da agência reguladora, teve papel relevante na condução de leilões do pré-sal e na consolidação do marco regulatório do setor.
Sua carreira combina sólida formação técnica com experiência em regulação e governança institucional, posicionando-a como uma das principais lideranças femininas na indústria de energia no Brasil.
TARCIANA MEDEIROS
Tarciana Paula Gomes Medeiros é administradora e executiva brasileira, reconhecida por sua trajetória no sistema financeiro e por ter se tornado a primeira mulher a presidir o Banco do Brasil em mais de dois séculos de história da instituição.
Natural da Paraíba, construiu carreira técnica dentro do próprio Banco do Brasil, onde ingressou como funcionária de carreira e ocupou diversas posições estratégicas nas áreas de negócios, varejo, relacionamento com clientes e gestão corporativa.
Ao longo do tempo, consolidou reputação como gestora focada em resultados, eficiência operacional e expansão do crédito com responsabilidade.
PATRICIA MURATORI CALFAT
Patricia é a executiva que hoje ocupa um dos cargos mais estratégicos da principal plataforma de vídeo do mundo: a direção do YouTube na América Latina. Reconhecida na edição de 2025 da lista "Mulheres Mais Poderosas do Brasil", Patricia tornou-se referência de liderança adaptável, visão de futuro e coragem para transformar o desconforto em crescimento.
Mas a trajetória de Patricia vai além dos números. Seu foco está em construir negócios sustentáveis, com impacto social e alinhamento a valores pessoais.
“Quero continuar a construir negócios focados no bem da sociedade, sem abrir mão dos meus valores inegociáveis e intransferíveis. Além do meu trabalho no mundo corporativo, desejo continuar a retribuir à sociedade pelas oportunidades e privilégios que tive ao longo da carreira.”
Inspirada por mulheres que cruzaram seu caminho e ajudaram a redefinir o significado de força e vulnerabilidade, Patricia afirma que a autenticidade foi o principal guia de sua liderança.
ZILDA ARNS
Zilda Arns foi médica e sanitarista e uma das criadoras da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa.
Ela dedicou a sua vida a lutar pela qualidade da saúde pública e pela garantia do respeito aos direitos humanos no Brasil, além de lutar por melhores condições sanitárias para pessoas em condição de vulnerabilidade.
Defendeu a redução da mortalidade infantil e procurou dar mais qualidade de vida aos idosos. Seu trabalho impactou as políticas públicas de saúde preventiva.



