Outubro Rosa: informação, prevenção e cuidado que podem fazer a diferença

Todos os anos, o mês de outubro ganha uma cor e um propósito especial.
O Outubro Rosa é um movimento de conscientização sobre o câncer de mama e, principalmente, um convite para ampliar o acesso à informação, incentivar o cuidado com a saúde e reforçar a importância da detecção precoce.
Mais do que vestir rosa ou utilizar o laço que simboliza a campanha, participar do Outubro Rosa significa falar sobre um tema que faz parte da realidade de milhares de famílias brasileiras.

Informação também é uma forma de cuidado
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, e permanece como uma importante questão de saúde pública no país.
Apesar da relevância do tema, a conscientização não deve ser baseada no medo. O objetivo é justamente o contrário: ampliar o conhecimento para que possíveis alterações sejam percebidas e investigadas de maneira adequada.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a detecção da doença em fases iniciais está associada a melhores resultados no tratamento. Por isso, reconhecer alterações suspeitas e procurar atendimento de saúde é parte fundamental do cuidado.
Conhecer o próprio corpo é importante
Estar atenta às próprias mamas ajuda a perceber quando algo diferente aparece. Atualmente, a orientação não é estabelecer uma técnica rígida ou uma data específica para realizar o chamado autoexame, mas conhecer o próprio corpo e observar alterações durante situações comuns do cotidiano.

Entre os sinais que precisam ser investigados estão:
Nódulo ou caroço endurecido na mama;
Alterações ou retrações na pele;
Pele com aspecto semelhante a casca de laranja;
Mudança no formato do mamilo;
Saída espontânea de líquido pelo mamilo;
Aumento progressivo de uma das mamas;
Aparecimento de nódulos na região das axilas ou do pescoço.
Essas alterações não significam necessariamente a presença de câncer, mas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
A mamografia faz parte da estratégia de detecção precoce
Além da atenção aos sinais e sintomas, existe o rastreamento realizado em pessoas que não apresentam alterações suspeitas.
Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde orienta que, no SUS, o rastreamento mamográfico populacional seja realizado prioritariamente em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos.
Mulheres fora dessa faixa etária também podem ter indicação para realização do exame, de acordo com avaliação e orientação profissional.
É importante lembrar que a mamografia de rastreamento não substitui a investigação de sintomas. Quando existe alguma alteração suspeita, a recomendação é procurar atendimento independentemente da idade. Cuide-se! Informe-se sobre exames, locais especializados e outros. Acesse: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama



